DEBATE POSITIVO


07/10/2011


OLHEM E NOS OUÇAM.

A MENSAGEM DO SR. STEVES JOBS.

 

Muitas entrevistas concedi (não me esquivarei de nenhuma que se me ofereça) falando de como convivo com o câncer de que padeço a pergunta mais comumente feita é: como você passou a encarar a vida depois da constatação da doença? 

Minha resposta: “Agora estou plenamente livre para fazer as escolhas principais da minha vida. nenhuma lamentação a fazer, mas a realidade do câncer me comunicou com duríssima clareza a palavra inédita que por toda vida esperei e soube que um dia a ouviria. Estou dizendo do estado de consciência da fragilidade a que estou submetido quanto a estar vivo ou não logo amanhã”.

E garanto, não são palavras de efeito para causar impacto visto que quase não me importa tal. Importante mesmo é que preciso me colocar a serviço de alguma coisa maior a favor de todos os doentes pacientes de câncer no Amapá, pelo menos. 

Acredita-se ou credita-se ao câncer pelo menos um bilhão de anos de existência, a partir de duplicação descontrolada de protozoários. Muito antiga também tem sido a busca da ciência e da medicina por seu domínio e cura conseqüente. A medicina avançou muito lançou luz e muito mais segurança na identificação, trato cirúrgico e clínico dos cânceres em geral. A rádio e a quimioterapia são cruéis “diplomas” do muito que a medicina e a ciência fizeram em favor dos doentes portadores de câncer. É muito mesmo. 

Atualmente faço tratamento quimioterápico a cada 15 dias uma seção de aplicação que se prolonga por duríssimas quarenta e seis horas, a partir daí distribuindo seus efeitos benéficos, necessários e benéficos em meu corpo. Porem, cruel e duríssima porque no geral ela me impõe dores no corpo, esquentamento e dormência nas extremidades dos meus membros superiores e inferiores (braços e pernas), alteração drástica dos sentidos, soluço, pequenos espasmos e, pior: no plano emocional todo tipo de pensamentos, medos e planos tem me ocorrido – quase tudo muito assustador.

Agora mesmo, enquanto estou nas ultimas horas da quarta seção quimioterápica (12 previstas) acompanho na televisão as circunstancias de vida e morte do genial Sr. Steve Jobs, desde 2004 lutando contra o câncer que hoje o venceu.

Ele é protagonista principal da imensa genialidade criativa do homem em todos os tempos. Sabemos todos que dos seus inventos resultou uma histórica partilha de épocas da humanidade:antes e depois. Tudo ele fez de grandioso na medida do que imaginou e por isso fez-se muito rico, merecidamente. Certamente tinha ao seu alcance a melhor medicina do mundo, e complementarmente podia privar da amizade ou do convívio dos grandes cientistas do mundo... mas foi vencido pelo câncer que o acometia.

O que, então, podemos imaginar os que estamos doentes de câncer nessa “periferia” nacional que e a Amazonia brasileira, especialmente nós no Amapá? Em que medida nos tem o país, aqui desconsiderando a vigilância severa que nos impõe quanto a conservação florestal, animal e ainda timidamente sobre o uso que fazemos da água?

Tudo aqui é muito esforço para superar carências: emblematicamente não se consegue, há anos, dar funcionalidade ao elevador do Hospital Geral, que conduziria os doentes ao UNACOM (Unidade de Oncologia e Mastologia), onde se acha instalado o único serviço publico de quimioterapia (ainda não se faz radioterapia oncológica no estado). Muitas outras necessidades são presentes e paralelas à luta que cada de nós trava contra a doença instalada. Pessimismo é o que não nos cabe de jeito nenhum, mas já nos causa pavor esperar, esperar, esperar quando esperançar é o remédio mais eficiente que precisamos ter ao alcance.

Mas, pelo menos para mim, tem sido valida essa espantosa experiência. O pouco tempo no pós operatório e de convalescença já me levou a constatações que me impõem compromissos (escolhas)., eis algumas delas: o poder publico no Amapá tem que enxergar as nossas limitações, admiti-las como realidade e não culpa, e obviamente enfrentá-las com o objetivo de ampliar atendimentos proporcionais ao avanço da doença, eficiência do atendimento médico hospitalar e bem estar dos pacientes.

Logo,cuidar o quanto antes para que seja facultado aos que necessitarem e receberem recomendação médica a pronta doação de portocasht (cateter de infusão), agulha de punção especial, bomba de infusão, auxilio alimentar especial, transporte residência/hospital/residência para consultas, exames e quimioterapia, e, mesmo reparos residenciais para os que estão submetidos a sub-moradia, especialmente quando sem banheiro interno. É fácil imaginar o que sofrem os doentes que habitam áreas alagáveis, sobre palafitas, recorrendo a privadas toscas instaladas distante da casa, de uso coletivo e de difícil acesso durante os longos períodos chuvosos anuais, especialmente durante as noites.

Esse assunto já está em discussão no âmbito da Câmara de Vereadores de Macapá, através do gabinete do Vereador Acácio Favacho e também no Tribunal de Contas do Estado por iniciativa do Conselheiro Amiraldo Favacho. Não é pouco, mas precisa ganhar prioridade nos parlamentos e instituições estaduais e federais, sempre, mas essencialmente sempre entendendo que não temos tempo para esperar.

Agora livre como estou para fazer escolhas decidi que devo e posso ser um bom cidadão por causa da doença. As poucos vou deixando para trás a presença física nos acontecimentos culturais que tanto prazer me trás, também vou compreendendo e me acostumando à ausência dos amigos antes do dia-a-dia – é natural.

Mas com isso ou por isso me junto de corpo e alma aos que sofrem de mesma dor, mas que não podem se expressar e - como agora faço - dizer ao Amapá e ao Brasil dessa nossa desafiadora realidade. Anda que “não eleito” falo por eles sempre acreditando que possa alguém nos ouvir...enquanto é tempo.     

  

Escrito por César Bernardo de Souza às 19h30
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

17/09/2010


 
 

DIÁRIO DO AMAPÁ - 18 SET/2010

FICHA LIMPA É A ÚNICA SAÍDA.

 

Retroagir até bem muito antes de Cristo para “explicar” fundamentos da lei “ficha limpa”, que está, reconheçamos, mobilizando o Brasil. Mas, fiquemos com Isócrates (Atenas, 436 a.C), aliás, não com ele propriamente, com o que falou: “Ao escolher quem deva encarregar-se de negócios que não possa administrar pessoalmente, nunca perca de vista que você é quem arcará com a responsabilidade dos seus atos”.

Isócrates fez muitas advertências aos que iriam servir ao povo, duas delas parecem incomodar muito os “fichas sujas” que estão colocando seus nomes “á disposição”, já com risco eminente de sucumbirem no balcão do STF. Isócrates também disse: “Fidelidade não é inteligência”. “Se não te inclinas para a virtude não és capaz de arte que traga sabedoria e conduza à justiça”.

Veja que, quase 2.400 anos depois dos “ensinamentos” isocratianos, as sociedades democráticas (e outras nem tanto) se organizam segundo princípios da ficha limpa. No Brasil esse é o principio de tudo.. em tese. De outra forma, por exemplo, não se entra no serviço publico, quer dizer: de outra forma legal, licita, limpa., é claro.

Pode parecer estranho, mas no Brasil necessita-se de aprovação em concurso publico quem queira ser policial, delegado de policia, promotor de justiça, defensor publico, procurador, professor, auditor público, etc.

O tal “miserável” pedaço de papel a que Kafka se referiu está, como exigência, entre o concurso publico e a nomeação do servidor, são alguns deles: certidão negativa criminal, diploma, carteirinha profissional de habilitação, comprovação de estágios, comprovante de não condenação por lesão aos cofres públicos, de não demissão do serviço público por improbidade administrativa. São apenas alguns.

Já no setor publico partidário eleitoral, donde surgem senadores, governadores, vereadores, deputados, prefeitos e presidente, a coisa corre frouxa. Veio, então, a Lei Complementar nº 135/2009 (a mesma que exige ficha limpa para juízes, promotores, delegados, agentes de policia, defensores públicos, procuradores de estado, servidores públicos em geral) para ordenar o processo.

Reação? Fichas sujas deram de proclamar que a lei não retroage para prejudicar! Realmente, mas é o seguinte o que diz a Constituição, Artigo 5º, Inciso XL - “A Lei PENAL não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. É de se supor que todos os julgadores e também os cidadãos “medianamente” informados saibam disso. E advogados também.

Portanto, a partir da embromação que estão jogando no horário eleitoral gratuito (e nos cantões da campanha) se pode interpretar melhor as sapientíssimas palavras de Isócrates (436 a.C), nesse caso com a seguinte tradução: Ficha limpa não tem nada a ver com punição criminal. Logo a LC 135/2009 retroage sim, senhores e senhoras.

 

Notas: ¹-Deve parecer interessante aos futuros governantes: -Preceito, primeiro objeto inspirador e fonte de seus deveres –Ouvir o que os homens dizem uns dos outros, punir e saber mandar em si mesmo –Julgar não pela comodidade, mas pela sua utilidade –Conselho é melhor presente, diferente também, porque se valoriza com o uso –Amar seu povo, protegê-lo, mantê-lo no dever, honrar as pessoas virtuosas, defender os cidadãos de qualquer ofensa –A herança dos seus filhos é a glória e não a riqueza –Não confia teus segredos, pois não advinhas quem, com o tempo, possa tornar-se teu inimigo –Quando um partido é numeroso, mesmo se a ele não pertences, não fales mal dele –Simula –Dissimula –Desconfia –Elogia –Prevê antes de agir.       

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 12h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 
 

MUNHOZ FALOU A O "BALUARTE" - 1973:

“O BALUARTE” CONVERSA COM ANTONIO MUNHOZ****

Ano 1973

 

B- Professor o senhor que freqüentou os meios sociais, participando daquilo que se convencionou chamar de “society”, poderá nos dizer qual o maior acontecimento do ano passado, em sociedade, e do qual o senhor participou?

 

AM- Indiscutivelmente foi o banquete da “Hostess do Ano”, Sra. Maria do Faro Chaves, esposa do Governador Aloysio Chaves, na belíssima casa de Elias e Maria Psaros, em Belém. Foi uma noite inesquecível, um acontecimento digno de qualquer cidade civilizada do mundo.

 

B- Se o senhor, aqui em Macapá, fosse escolher uma anfitrioa de categoria, que o senhor escolheria como “Hostess” perfeita?

 

AM- Do Dr. Nilder Santiago. É uma anfitrioa de muita classe, recebendo sempre com muita categoria. Apontaria, ainda, a Sra. Leila Gammachi, outra dama que recebe maravilhosamente bem. Jantares sensacionais eram os de Madame Jacqueline Ferry, onde, além do prazer gustativo, havia também o deleite intelectual.  

 

B- Qual “a mulher das mais bela” e “a mais elegante” das suas relações de amizade?

 

AM- A mais bela, por sinal, belíssima, é Lucia Candida Meira, esposa de Paulo Meira; bela em qualquer lugar do mundo. Quanto a mais elegante, sem sombra de duvida, é Francy Meira, esposa de Alcyr Meira; Francy é uma mulher elegantíssima, podre de chique, sensacional.

 

B- Para o senhor, qual a mais bonita e original cidade do mundo?

 

AM- É Veneza; cidade deslumbrante, que parece imaginada num momento de delírio. É única no mundo, com o fascínio de suas águas é cidade para se curtir intensamente. Veneza é cidade que se ama.

 

B- E que cidades do mundo, o senhor, tranquilamente, moraria?   

 

AM- Paris e Roma: são duas cidades que me fascinam. Paris é ainda o coração da Europa e onde a vida parece que tem mais sentido. Roma é o coração da Cristandade. Com sua história seus monumentos, sua arte, Roma é uma sedução contínua.

 

B- Qual a mais linda igreja do mundo?

 

AM- Talvez seja a catedral de Chartres. Acho-a deslumbrante. Os vitrais são, sem duvida alguma, os mais belos do mundo. Como escreveu acertadamente Êmile Mâle, “a catedral de Chartres é o próprio pensamento da Idade Média que se faz visível”.    

 

B- O senhor já trabalhou, há tempos, na Policia, não é verdade? Que é que o senhor fazia?

 

AM- De fato, nos idos de 60, fui Delegado de Ordem Politica e Social. Havia terminado a nossa velha Faculdade de Direito, em Belém, de tal forma que a experiência foi proveitosa, muito valida mesmo. Foi o meu primeiro trabalho. Tenho, inclusive, boas recordações dessa época.

 

B- Lindanor Celinae o cônego Ápio Campos escreveram, na época, a respeito de suas atividades policiais, não é certo?

 

AM-  Sim, Lindanor Celina, que hoje mora em Paris, pedi que eu escrevesse sobre o “metier”, sugerindo-me até um titulo: “Romance Policial de Macapá”. Quanto ao cônego Ápio Campos, numa gozação absoluta, chegou a escrever uma crônica em “ A Provinia do Pará” , afirmando entre outras coisas, que eu andava prendendo muita gente e dava à policia local “um clima de cenáculo literário”. Dizia ainda que meu escrivão era quase um poeta, meus auxiliares aproveitavam as folgas para ler contos e romances, e chegou ao cumulo de afirmar que “os próprios encarcerados eram obrigados a ler, em obediência a uma portaria baixada, varias paginas de antologia por semana”.

 

 

B- Em Roma, o senhor já viu o Papa? Qual a sua opinião a respeito de Paulo VI?

 

AM- Já assisti a três audiências de Paulo VI; acho-o extraordinário. É realmente, um homem de Deus. O que tem feito pela paz do mundo é extraordinário. É uma figura venerável.

 

B- Gostaria que o senhor citasse cinco romanos importantes da literatura brasileira.

 

AM- “Memorias de um Sargento de Milicias”, de Manuel Antonio de Almeida; “O Ateneu”, de Raul Pompéia; “Memorias Póstumas  de Brás Cubas” e “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino.

 

B- Queremos duas obras primas da poesia brasileira.

 

AM- “Invenção de Orfeu”, de Jorge de Lima, e “Romanceiro da Inconfidência” , de Cecilia Meireles, a extraordinária poetisa morta em novembro de 1964.

  

 

B- Qual o filme mais corajoso do ano, na sua opinião?

 

AM- Sem discussão, “Salé ou 120 Dias de Sodoma”, de Pier Paolo Pasoline, que vi, em agosto do ano passado, em Paris. Em todos os sentidos é um dos filmes mais corajosos da história do Cinema. Com “Salé” o Cinema chegou ao máximo.

 

B- Outro filme importante visto, ultimamente, pelo senhor?

 

AM-  “Travolti da un insolito destino nell’azurro mare d’agosto”, de Lina Wertmuller, a famosa diretora italiana de “Amor e Anarquia”. Vi-o em Lisboa, saindo eufórico do cinema. É um filme para se ver e meditar.

 

B- O senhor viu o “Ultimo Tango em Paris”? qual sua opinião?

 

AM- O discutido filme de Bernardo Derulucci é para quem vai atrás de pornografia, uma decepção. Sobretudo porque é uma obra séria, um estudo profundo sobre a solidão de um homem. “O Ultimo Tango em Paris” é um filme triste.

 

B- Que filmes o senhor já viu de Linda Lovelace, a rainha do pornô?    

 

AM- Os dois mais celebres: “Deep Throat”, que é um dos clássicos da pornografia no cinema. Vi-o em 74, em San Francisco, na Califórnia; e o outro, ano passado, em Londres: “Linda Lovelace for President”.

 

B- Qual foi a melhor exposição de arte vista no passado?

 

AM- A de “Retratos”, de Ticiano, na Galeria Nacional, em Londres

 

B- Aqui em Macapá, o que o senhor acha do trabalho de Nina Barreto?

 

AM- É uma das maiores, aqui, da terra. Uma mulher de sensibilidade excepcional, de grande força criativa, e que, a cada exposição, nos surpreende com peças de uma beleza muito grande. Nina Barreto Nakaniski é uma artista de verdade.

 

B- Para terminar, um pensamento como corolário desta conversa.

 

AM- É de Ráissa Maritain o pensamento: “Nossos amigos fazem parte de nossa vida, e nossa vida explica nossas amizades”. 

Categoria: Cultura
Escrito por César Bernardo de Souza às 12h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

23/08/2010


 
 

MELHOR CUIDAR.

O MONUMENTO MAIS IMPORTANTE.

 

A Igreja de São José de Macapá vai passar por um cuidadoso processo de restauração. Fase a fase, segundo seus conjuntos de paredes (arcabouço- pintura), cobertura (forro-teto), portas e janelas, equipamentos de arte (sacra e não sacra). Consumirá nisso um tempo indeterminado, porém necessário a que o estado e o povo amapaense permaneçam na posse e guarda do seu mais importante monumento histórico.

A questão é exatamente essa: o mais importante monumento histórico entre nós, a partir do qual tudo começou. Em 1752 teve inicio, inaugurando-se em 1761. Antes dele, diz o arquivo histórico de Macapá, era o nada.

Ora, em sendo este o primeiro marco de ocupação desse chão que hoje é a cidade de Macapá, que nos encanta e abriga a cada dia que a conhecemos um pouco mais, seria a sua restauração uma tarefa coletiva. Não se estaria restaurando uma igreja católica, também não um patrimônio da Diocese de Macapá, do bispo ou dos padres, mas o monumento histórico mais importante para os amapaenses. Berço e sustentação da cultura que nos anima a mais e mais na peleja cotidiana pela vida.

Seria bom que o governo estadual e municipal de Macapá se interessassem mais e melhor por esse projeto, interagindo com a coordenação direta do mesmo e, daí em diante cuidassem torná-lo uma empreitada de toda a sociedade amapaense, sob o ponto de vista da historicidade que nos  reaproxima daquela “meia dúzia” visionária que, erguendo a capela de São José previa os dias atuais e futuros dessa multidão de pessoas que já somos, mas ainda duvidosos quanto a cuidarmos ou não dos nossos valores culturais arquitetônicos, religiosos, sacros, literários, etc.

Dúvida que não deveria existir especialmente ante a pequena quantidade desses monumentos restantes em Macapá. O prédio da Igreja São José sobressai também pela sua localização ali no “Formigueiro” ou “Largo dos Inocentes”, espaço cultural atualmente muitíssimo bem utilizado pelo povo, através da atuação inteligente da Confraria Tucuju. Tudo ali está limpo, os equipamentos urbanos são dispostos com bom gosto, as pessoas portam-se  orgulhosas por “pisarem o chão onde tudo começou”.      

O prédio não está só, como que “guardando” esse testemunho da história amapaense estão três outros importantes prédios diretamente ligados à cultura local: o da Biblioteca Pública, e do Museu Histórico e o do Teatro das Bacabeiras, além de fazer-lhe frente o primeiro cruzeiro e a Praça Veiga Cabral.

Até dias atrás pisava os ladrilho daquela igreja o Sr. Duca Serra, que por noventa e seis anos testemunhou tudo que ocorreu de um lado e outro das portas desse fantástico prédio. O Sr. Duca Serra sabia tudo sobre as seis pessoas que foram e estão sepultadas no chão da bicentenária igreja, se o perdemos sem indagar-lhe sobre tais histórias, nos animemos agora a nos apropriarmos definitivamente d a história desse prédio que muito tem a oferecer sobre cidadania, soberania, cultural e afirmação social. Basta compreender e aceitar toda história que ele realmente guarda.

 

Notas: ¹-Chegamos a 30 quilos de pasta base de cocaína apreendida no estado em ação policial. No contra-ponto os candidatos estão falando de quanto mais no orçamento para Segurança Pública? ²-Viva o bom senso: a PM fez manobras, na Beira Rio, sexta feira, sem, contudo, obstruí-la aos pagadores de impostos. Parabéns comandantes! ³-Agrada, anima, compensa ver o Teatro das Bacabeiras inteiramente lotado quando se está em andamento eventos para os quais foi concebido. Foi assim quinta feira por ocasião (feliz) do show do pianista e maestro Bem Hur Cionek. Um grande presente dos magistrados à sociedade. Mas, ainda tem crianças muito pequenas sobrando nessas ocasiões especiais.      

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 18h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 
 

SABENDO USAR NÃO VAI FALTAR.

O REDD É UMA BOA?

 

Dia desse, no radio (LUIZ MELO ENTREVISTA) o Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico pronunciou a palavra REDD. Criou expectativa. Contextualmente Farias esteve dizendo que juntamente com o Dr. Bianchet, seguirão representando o Estado do Amapá em mesas de convenções internacionais que ainda buscam mecanismos regulatórios do redd.

Na verdade estávamos diante de uma afirmação muito interessante para o Amapá, vez que redd (sigla em inglês) significa: Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal. Em termos de conservação florestal o Amapá é o “cara”, deve mesmo representar-se na Conferencia Mundial sobre Mudança Climática, que propõe remunerar territórios institucionais que evitem desmatamentos, recorrendo-se à venda de créditos de carbono.

Logo, redd é mecanismo que pode nos trazer a tal remuneração. Especialmente Farias e Bianchet são técnicos suficientemente preparados para nos inserir nessa moderna forma de remuneração por serviços ambientais prestados a humanidade. Podem representar até o Brasil.

Mas, é arriscado esperar acontecer: quem sabe faz a hora. Como fez o Estado do Amazonas em 2007, instituiu a Lei Estadual de Mudança Climática e, amparado nela criou o Bolsa Floresta. Para quê? Compensar e incentivar a população a deixar a floresta em pé.

Desse jeito o estado, através das suas florestas conservadas, ajuda na regulação global do clima e no armazenamento de carbono, ao mesmo tempo que estimula a busca de outras fontes de renda. Não é demais lembrar que a soja e a carne produzidas em projetos agrícolas não sustentáveis instalados na Amazonia sofreram intensa vigilância dos grandes grupos ambientalistas mundiais. Quando mostraram à Europa que a carne e derivados dos seus frangos e gado - que entravam na rede de fest-food - eram produzidos a partir de soja amazônica com desmatamento, mexeram com os brios de grandes exportadores brasileiros.

A Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais e a Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais passaram a não comprar soja no mercado brasileiro proveniente de áreas recém desmatadas. Isso foi a “Moratória da Soja”, logo seguida pela “Moratória da Carne”. A partir daí, em 2009, o governo brasileiro concebeu e anunciou o Programa Desmatamento Zero em Áreas de Pecuária na Amazonia Legal.

Sendo assim, não esperemos que façam por nós antes que façamos nós mesmos a parte que nos cabe fazer: criar logo um PSA tucuju. A saber: Pagamento por Serviços Ambientais. Com todas as diferenças necessárias ao que você pode estar pensando de PDSA.   

 

Notas:¹-O Brasil detinha a 8 mil anos atrás 9,8% de toda as florestas do mundo, hoje detém 4,4% dessas florestas., ou seja: degradou 1.926 milhões de quilômetros quadrados de áreas florestadas. ²-Acho difícil confundir Bernardo com Bernardes, mas é o que acontece. Até colegas de trabalho (15 anos) cometem esse erro...³- Esses são os rios maiores do mundo (mas menres que o nosso): Ienissêi – Amarelo – Obi – Amur – Lená – Congo... portanto, bem faz a Justiça (Dr. Bosco)em “manifestar autoridade” em favor da conservação do Rio Amazonas em seu trecho em Macapá. Não é nada não é nada, mas é o maior do mundo. 4-A Bacia Amazônica é também a maior do mundo com 7 milhoes e cinqüenta mil quilômetros quadrados (4 milhões em território brasileiro). Segue-a, em segundo lugar, a do Congo com (apenas) três milhões e setecentos mil quilômetros quadrados. São mais de 23 mil km de rios navegáveis em toda a bacia amazônica. 5-Muito interessante o artigo “A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS” publicado aqui no DIÀRIO, de autoria da Dra. Maria Teresa Renó. Já estamos aguardando outros mais. 6-FELIZ DIA DOS PAIS A TODOS OS PAIS DO MUNDO.    

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 18h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 
 

ISSO É UM PERIGO

LA VAI O TREM.

 

Não sei bem quem tem nesse momento a responsabilidade de gerir a Estrada de Ferro do Amapá, seja lá que for: cuidado! Três descarrilamentos em um ano é mais que desmazelo, é risco eminente (e anunciado) de tragédia. Quem me dera poder dizer: quem avisa amigo é.

Um trem correndo nos trilhos mexe com as minhas mehores mebranças: tomávamos o Ramal e iamos passar dias de férias no sitio da vovó, na zona rural de Pirapetinga(MG). Mas, não só isso, me lembra também recomendações de D. Pedro II: “...é urgente ir comprando terras à margem das estradas de ferro para aí estabelecer as colônias”. O monarca disse também: “...dou tamanha importancia a uma estrada de ferro para Mato Grosso, que não posso deixar de recomendar que se cuide de sua melhor direção e construção, embora lenta, conforme o permitam os recursos”.

Nasci em Volta Grande(MG), cidade surgida por causa do café e alccol anihidro que produzia, o que acabou atraindo a Estrada de Ferro Leopoldina (iniciativa do empresariado da Zona da Mata mineira), aberta ao trafego no seculo XIX. O trecho Volta Grande-Além Paraiba foi inaugurado no dia 8 de outubro de 1874, a primeira linha férrea em Minas Gerais. Mas, a minha cidade só não morreu por causa dssa linha férrea por onde todos os dias passam dois trens expressos transportando bauxita desde o alto Mantiqueira até o pátio fabril da Companhia Siderúrgica Nacional (CSA), em Volta Redonda(RJ). Normalmente são três locomotivas arrastando oitenta vagões carregados.

D. Pedro II comandou a festa de ianuguração da estação da minha cidade, acompanhado de José Fernandes da Costa Pereira, Cristiano Benedito Ottoni, Ignacio Marcondes Homem de Mello, conselheiros do Império (ministros hoje), além dos doutores Manoel Buarque de Macedo, Bento Ribeiro Sobragy e tantos outros.     

Depois a estrada de ferro avançou até a cidade de Leopoldina, que lhe deu o nome, e não a princesa como é comum supor.

Raridade no entanto é relacionar essa estrada de ferro com a frequencia de descarrilamentos no ultimo ano verificado aqui no Amapá, no seu percurso de apenas duzentos quilometros ligando a cidade de Serra do Navio a Santana. A Rede Ferroviária Federal acabou incoporando a Estrada de Ferro Lopoldina, dando origem a cerca de dois mil quilometros de trilhos ligando Minas Gerais ao Rio de Janeiro.

Porém, cumpriu-se quase à risca a previsão de D. Pedro II: cidades (colonias) se estabeleceram ao longo das ferrovias, muitas. Algumas delas prósperas o suficiente para serem tomadas como “modelo” de valores agregados.

Eis uma lição que serve aos atuais administradores da Estrada de Ferro do Amapá: a de Volta Grande (08/10/1874) teve subvençao publica na proporção de 9:000$000 réis por quilometro, garantia de 7% de juros ao ano, sobre capital de 2:400:000$000 réis. Em 1898 a EFL teve que ser entregue a The Leopoldina Railway Company Ltd, credores ingleses de um dos principais grandes empreendimentos que a gestão nacional não foi capaz de manter nos trilhos.

Analogia ao pé da letra sei que não é possivel ou conveniente fazer entre a EFA e EFL, mas o que horroriza nos trilhos de cá é que entre ambas são transcorridos 1 (cento) e 3 (trinta) e 6 (seis) anos. 

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 18h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/08/2010


UMA BELA HISTÓRIA DE LIVROS E SUCESSOS: DRA. MARIA TERESA ESCREVEU:

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS
MARIA TERESA RENÓ

Este é o titulo de um livro, best seller do escritor australiano Markus Zusak, traduzido para o português em 2007, que conta a história de uma menina que viveu na Alemanha nazista e descobriu nos livros que roubava o encanto da leitura, a motivação para sobreviver quando tudo parecia estar perdido. Lendo, ela conseguia trazer para si e aos outros a esperança e a fuga daquela triste realidade. Esta história linda e fascinante narrada interessantemente pela morte que a abordou por três vezes mostra a importância da leitura e as mudanças que ela pode trazer para a vida das pessoas, assim como esta que tenho para contar.

Na região montanhosa do sul de Minas Gerais no início dos anos 70, uma menina de cerca de sete anos e um grupo de crianças um pouco mais velhas, ela já sabia ler, pois fora alfabetizada aos quatro anos, numa cartilha velha, pelas mãos grossas e calejadas do pai agricultor.

Nas férias escolares, após o almoço, as crianças iam passear pelos sítios e fazendas dos arredores onde morava. A motivação maior para os passeios eram as frutas, dependendo da estação, eram amoras, juás, jabuticabas, laranjas, etc.. Em julho os pomares ficavam cheios de laranjas maduras e doces. Sentavam nos pés das laranjeiras e enquanto descascavam as laranjas contavam as aventuras e ouviam as histórias dos mais velhos, quase sempre muito engraçadas.

Algumas das fazendas ainda preservavam o estilo antigo, do ciclo do café, uma casa grande do proprietário e várias casas pequenas ao redor, em geral eram pintadas de branco, conhecidas como as casas dos colonos, dos empregados das fazendas. Uma dessas fazendas era especial porque era a única que tinha jabuticabeiras, jabuticabas grandes e doces, eles subiam nos galhos grossos e ficavam por horas nas árvores, chupando jabuticabas, jogavam os caroços brancos das frutas ao chão e no fim da tarde parecia que havia chovido granizo.

O dono da fazenda das jabuticabas era um senhor velho, vestia-se com calça de linho branco, paletó preto e chapéu branco, muito parecido com os antepassados dos velhos álbuns de família. As crianças tinham medo dele, ele morava na cidade, somente de vez em quando ia visitar a fazenda, até que um dia as crianças souberam que o velho senhor havia morrido. Os empregados da fazenda foram embora e a fazenda ficou abandonada, mas as jabuticabeiras continuavam lá para a alegria da criançada.

Um dia resolveram entrar na casa do falecido, muitas das crianças não entraram com medo que o velho pudesse aparecer feito assombração, a menina entrou, movida pela curiosidade, o que a impressionou foi o quarto onde o velho dormia, era grande claro pela luz do dia que entrava por uma janela aberta, no centro do quarto havia uma cama de casal antiga, ainda feita com um lençol branco, era de madeira grossa escura, com cabeceira alta e um mosquiteiro alto formando um véu branco que descia cobrindo todo o leito vazio. Havia muitos livros, maioria ou todos eram velhos de capa preta endurecida e folhas amareladas pelo tempo, a menina não hesitou em pegar um deles, intitulava-se ROMEU E JULIETA, escrito por Willian Shakespeare, talvez já tivesse ouvido falar ou lhe parecesse familiar aos seus poucos conhecimentos.

Na pequena propriedade de seu pai, em um dos seus refúgios, na sombra do bambual, começou a ler seu primeiro livro de história, era muito difícil, pois era escrito em um português antigo, mais próximo do latim que do português atual, mas se esforçava para entender, a história era fascinante e a fazia viajar em uma época distante e a uma cultura diferente.

Assim como a menina alemã que roubava livros, através da leitura conseguiu driblar a morte e mais tarde escreveu a sua história. A menina da minha história que roubou seu primeiro livro, em decorrência da morte do dono, ou melhor, furtou, mas a denominação não importa, pois em ambos os casos sabemos que não houve crime, através da leitura desejou buscar mais do que a sua condição de vida podia oferecer, tornou-se a primeira mulher nascida naquele pequeno município a se tornar médica e hoje com orgulho é uma das mulheres que escrevem artigo para este jornal.

Obrigada à colunista Ziulana pela oportunidade de escrever um pouco da minha história.



Maria Teresa Renó -
Oftalmologista e acadêmica de direito
mariateresareno@uol.com.br

Escrito por César Bernardo de Souza às 19h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/05/2010


 
 

DIA-A-DIA: FIQUE POR DENTRO

LEITURA DINÂMICA

(ANN – 12/05/10)

 

Erro da Câmara dos Deputados pode invalidar reajuste de 7,72% dos aposentados. Entidades sindicais prometem reagir com greves e paralisações.

- Brasil, reservas internacionais crescem 25% e chegam a US$ 250 bilhões.

- Fluminense, jogador Fred só deve voltar aos gramados em pelo menos duas semanas. Treinador acha que pode ajeitar o time.

- TSE, dificulta coligações nos Estados. Decisão de ontem, impede que partidos coliguem para governador, mas fiquem separados na eleição para o Senado.

- A Coréia do Norte, pela primeira vez, alcançou o processo total de fusão nuclear. Porta aberta para a fabricação de armas à base de plutônio.

- Ministério Público Federal do Pará, num comunicado divulgado ontem à tarde, alertou a população de que a água mineral vendida no Estado, não é mineral, é água potável comum. Dez empresas distribuidoras foram autuadas e o DNPM paraense, terá uma semana para oferecer explicações sobre os licenciamentos de lavra.

- Cresce no Brasil o número de livros feitos de plástico. Governo federal estuda viabilidade de um projeto, baseado nesse produto inovador, que atinja todas as escolas do país, a curto e médio prazos.

- Paraná confirma 11 mortes por gripe. Segundo o governo daquele Estado, foram registrados 1.150 casos da doença, este ano.

- Uma seca persistente, está causando muitos problemas e falta de água potável na ilha do Marajó (PA). Governo federal prometeu ajudar prefeituras da região.

- ONU, erradicar trabalho infantil no mundo é meta impossível, até 2016, afirma relatório dessa entidade. O Brasil, juntamente com vários países africanos, vem sendo criticado nos organismos da ONU, pelo fato de não divulgar dados confiáveis sobre os programas de erradicação e controle do trabalho infantil.

- Jornal da BAND nacional, volta a sofrer problemas técnicos em S. Paulo e no rio de janeiro.

- STF, julga hoje ação que pode derrubar Lei de Improbidade Administrativa. Possibilidade de aprovação, foi considerada um “retrocesso” nas liberdades democráticas, pela CNBB.

- Queda de avião matou mais de cem pessoas na Líbia, na última madrugada.

- Lula chamou o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o do Planejamento, Paulo Bernardo, para exigir cortes nos orçamentos de todos os Ministérios. Programas que não forem prioritários, devem ser desativados.

- Pode não ir ao ar, hoje, no horário bem no meio do Jornal Nacional, a peça em que o PT nacional exibe a candidata presidencial Dilma Rousseff. PSDB e DEM protocolaram ações. Acusando a candidata de propaganda eleitoral antecipada.

- João Pinheiro, candidato do PC do B à presidência da República, está em Macapá. Veio iniciar aqui a sua campanha e reunir a militância do partido.

- Governador do Estado, Pedro Paulo Dias, anunciou que o governo federal aprovou a liberação de R$ 43 milhões do PAC, para o Amapá.

FRASE DO DIA

“Amigo é amigo, filho da puta é filho da puta.”

(Roberto Requião (Paraná), em entrevista na TV, ontem)

-------------------------------------------------------------------------------------------MANCHETES DE HOJE

GLOBO – Acusado, Tuma Jr. Ignora ministro e sai só de férias. Ministro da Justiça diz que determnou, Tuma diz que pediu.

FOLHA – Reino Unido tem premiê conservador depois de 13 anos. Processo eleitoral por lá durou apenas 30 dias

ESTADÃO – Suspeito de elo com mafioso faz governo afastar Tuma júnior. Apesar de um dos grandes policiais brasileiros, Tuminha insiste em dizer que “não sabia de nada”.

JORNAL DO BRASIL – Agora é a China que assusta: em vinte dias seis ataques mortais a crianças dentro de pré-escolas.

CORREIO – Só resta torcer: a turma do Professor Dunga está convocada.

VALOR – Governo estimulará crédito privado para investimentos. Mas os juros estão com tendência de alta.

DIÁRIO DO AMAPÁ – Família é vítima de chacina no Jardim Equatorial: Macapá ainda não “estatura” para crimes assim.

JORNAL DO DIA – Corpo de Bombeiros diz que fiscaliza, mas 14 morreram no Amazonas. É lembrar que o belo rio é também o maior do mundo. O Rio-Mar.

(ANN)  -----------------------------------------------------------------

Categoria: Cenarios
Escrito por César Bernardo de Souza às 12h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

28/04/2010


 
 

Diário do Amapá - 01 maio 2010

EFEITO CASCATA.

 


(cesarbernardosouza@bol.com.br)


Qualquer pesquisa de opinião feita hoje daria índices muito altos de aprovação para a administração Roberto Góes na Prefeitura de Macapá. Possivelmente a mesma pesquisa apria amplamente a maneira de governar do prefeito: equilíbrio e sintonia com a Vice Prefeita Helena Guerra, tolerância e autoridade para com seus assessores, populismo à distancia, respeito para com a imprensa, perseverança no cumprimento nos compromissos de campanha, pagamentos em dia.


Roberto começou bem seu mandato: é uma boa surpresa. Especialmente tratou com extrema polidez política o seu antecessor João Henrique. Logo empossado o prefeito teve um embate com a Guarda Municipal e outra vez demonstrou equilíbrio e autoridade na condução e solução do problema. Correram os dias administrativos de Roberto até o momento em que seu mandato bateu de frente com os trabalhadores informais ocupantes indevidos de calçadas. A prova foi literalmente de fogo, mas o prefeito comandou seus assessores apenas no sentido da solução do problema: há um camelódromo melhor estruturado (provisório?) na Antonio Coelho de Carvalho.


Veio o primeiro natal do seu governo e o que vimos foi uma cidade limpa, praças revitalizadas e reinventadas com ineditismo pelo projeto de iluminação especial conduzido eficientemente pelo Secretário Eraldo Trindade, do Meio Ambiente.


Capeamento e recapeamento asfáltico, bonitos abrigos para passageiros de ônibus, cuidado com as crianças nas escolas municipais, novos e bons semáforos, materialização dos serviços da PMM no Arquipélago do Bailique, construção de milhares de metros quadrados de calçadas na cidade, incansáveis idas e vindas a Brasilia em busca de recursos, etc, tudo concorrendo para criar, efetivamente, um efeito cascata muito importante, que se espraiou primeiro nos seus escalões de governo, chegndo ao cidadão antes, porém criando “sensibilidades” em parte do empresariado local do primeiro time.


Por toda a cidade de Macapá estamos vendo moradores limpando a frente da casa, pintando, reformando muros e calçadas, como está ocorrendo no bairro Marco Zero – imediações do Monumento do Marco Zero do Equador.


É possível que esteja havendo ou haverá queda no índice de vandalismo na cidade. Esperam-se mais adesões do empresariado ao plano de metas da Prefeitura. Já houve um principio de diversificação de apoiamento político ao prefeito da capital do estado se assim o deduzirmos a partir das iniciativas do senador Gilvam Borges, tais e quais as que empreendeu com a PMM no Bailique e na Escola Municipal Amapá.


São bons sinais dos tempos, aliás, novos tempos ansiosamente esperados pelos munícipes e contribuintes de Macapá. A dupla Roberto/Helena já está celebrizada., vejamos até quando.

 

Notas: ¹-Não falta festejos para os cerca de 15 mil carros vendidos em Macapá em 2009, mas a pergunta é: quanto mais de vias urbanas foram abertas e adequadas à frota? ²-Quem violou o sigilo do computador central do governo do estado? Como? Para quê? Por quê? E que fim levou o “rigoroso inquérito” sobre o assalto ao Bradesco, no posto de serviço dentro do quartel da PM? ³-Os 150 milhões de reais que o senador Gilvam Borges disse que chegariam ao Amapá, chegou. É do Luz para Todos, programa federal. Importa que teremos luz na zona rural, dinheiro e emprego no estado. 5-Govani Borges brilhou na Tribuna do Senado. Já está entre nós: bem vindo.

 

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 20h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/04/2010


 
 

A MORTE DA NEIL - VOLTA GRANDE-MG

JANELA FECHADA.

(Publicado o Jornal Diário do Amapá-03/04/10)

César Bernardo de Souza

 

Nas cidades pequenas de Minas Gerais, ao tempo da minha infancia/adolescência, na minha região, alguns costumes eram realmente interessantes. Um deles levava as mulheres para as janelas das casas todos os dias, mais ou menos no mesmo horário: entre 16 e 18 horas. Diariamente isso ocorria após o banho da tarde, quase que como um canal de comunicação entre vizinhas.

De uma janela frontal em relação a rua ou lateral em relação ao alinhamento linear das residências dava-se a comunicação diária entre as mulheres -o machismo exagerado era uma marca na época, razão pela qual as janelas eram só das mulheres. Mamãe era uma dessas embora dedicasse pouco tempo para apreciar a movimentação na rua e atualizar a prosa com as vizinhas. Nenhum transeunte ficava sem saudação, às vezes entrava na prosa de duas ou mais mulheres postadas em duas ou mais janelas. Nesses casos a conversa ia longe.

À época dos meus dez/quinze anos, cerca de 45 anos atrás, as mulheres das janelas da minha rua eram D. Terezinha Isse, D. Lica Oliveira, D. Zulmira Farias, D. Vitória Sales, D. Diméia Cassani, D. Clélia Oliveira, D. Clara Muniz.

Depois veio a segunda geração delas, lembro-me ainda da Soninha do "Sô" Dino numa janela e da Neil do "Sô" Chico Barba (era com o nome do pai que nos identificavam) noutra, uma de cada lado da rua, bem em frente da outra, conversando longa e alegremente sobre os raríssimos acontecimentos na cidade.

Velhos tempos belos dias; Neil nunca se foi da cidade, sendo, portanto, uma saudade de todos nós que deixamos a terrinha para trás. Para mim ela sempre foi uma saudade especial porque nascemos e vivemos praticamente numa mesma casa, a separar-nos apenas uma rua estreita.

De uns vinte anos para cá Neil passou para dentro da minha vida, vez que se tornou intima também da minha esposa, filhos e netos. Nos breves trinta dias dos meses julho que pudemos estar de férias na cidade esbarrávamos com ela pelo menos quatro vezes ao dia.

Da parte dela, sempre nos afagando com elogios e disponibilidades. Ultimamente andava feliz e orgulhosa do filho, Paulinho, bem empregado no Rio Grande do Sul. Porém, sem quê nem porquê começou a se recusar à vida

Ano passado em julho, disse-me que se sentia doente e sem muito domínio de suas vontades. Voltei lá em setembro para encontrá-la diagnosticada de câncer, já abatida, prostrada na poltrona da sala, há poucos metros da “sua” janela. Agora em março ela morreu, voou por outra janela, foi subindo, nos deixando, subindo, cantando, subindo. Sumindo fechou mais uma janela na minha vida.

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 18h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

 
 

A REAÇÃO DO SETAP

O TROCO NO SETAP.

Quinta-feira, 25, uma mulher, talvez a Dona Elisa, ligo para o Programa LUIZ MELO ENTREVISTA (102.9) reclamando da falta de troco nos ônibus urbanos de Macapá. Basicamente circunstanciou sua queixa sobre o 5 centavos de real que nunca recebe como troco dos dois reais que paga por ma passagem fixada a preço de um real e noventa e cinco centavos de real., contudo acrescentou sua desconfiança de que seus dois reais poderiam não entrar no caixa da empresa por conta de um tal cartão magnético de posse e uso dos trocadores nesses ônibus. Dito isso Dona Elisa saiu de cena ficando o assunto distribuído na mesa de apresentação do programa.

Sexta-feira, 26, um assessor de imprensa do Setap, o jornalista Renivaldo Costa, comparece ao programa para conceder entrevista sobre o assunto. De pronto ofereceu-se a justificativa de que a falta de troco em Macapá é cultural ou que a “cultura” do povo explica a falta da moeda divisionária e a passividade do consumidor. Inaceitável, a meu ver, pelo seguinte: 1-não se deve tomar como cultura tudo aquilo cujo paradigma imediato é a mudança, ou seja, por que treinar o povo à espoliação? 2-se é cultura por que a premeditação de estabelecer preços fracionados em centavos de real – o povo não pode viver sem dar dinheiro ao sistema? 3-sobre um universo de cerca de 40.000 passageiros/dia o calote (cultural?) de 5 cinco centavos/passageiro significa um montante de 2.000,00 (dois mil reais) dia.

Não é preciso dizer que isso é muito dinheiro dia, muitíssimo dinheiro mês, uma fabula de dinheiro ano. Além dessa “argumentação”, também provoquei o Assessor do Setap quanto as finalidades precípuas do sindicato que ele representa: 1-por que se envolver com estudantes, com desgastes? 2-o que é feito da quantia recolhida a titulo de fala de troco?

Isso irritou o jornalista lá no estúdio da 102.9 e, pior, enfureceu outros assessores do Setap que mantém e apresentam um programa diário na Radio Forte FM. O quanto me agrediram na tarde de ontem não vem ao caso no momento, mas o por quê da irritação sim. Pela reação violenta passei  a suspeitar de que ainda faltam melhores explicações para o caso.

Dito por um deles que “jornalista chegar no Setap querendo dinheiro a gente acerta..” , também pôs-me a imaginar que a irritação deles para com as minha ponderações pode ter mesmo algo mais a esclarecer à opinião pública.

Não me sinto ameaçado pelos xingamentos , apenas surpreso com as declarações do jornalista Renivaldo Costa de que o teria ofendido a quando de sua presença nos estúdios da Radio 102.9, pela manhã no programa LUIZ MELO ENTREVISTA. Não quis fazê-lo. Não posso fazê-lo. Não devo fazê-lo. Não tenho por quê fazê-lo.

Mas, tornei-me muito curioso com a “estória” do Setap. Em tempo esclareço aos seus assessores e a todos, e geral: não sou doublé nem pseudo nem jornalista., até estranho que me tomem como tal.

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 18h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

23/03/2010


 
 

Publicado no Diário do Amapá - 24/03/2010

 

TOMARA QUE SAIA.

César Bernardo de Souza

Antes que volte a essa pagina no próximo sábado, 27, Waldez já terá se decidido pelo fico ou não fico – dia 31 deve ser o dia escolhido para o anuncio. Seria justo que saísse do governo para concorrer ao Senado, trata-se de alguém que lutou muito para conquistar seus mandatos., até sofreu à exaustão por causa disso.

É preciso lembrar que perdeu sua mãe em maio de 2002, poucos dias antes da Convenção que o indicaria candidato ao governo do Amapá. Fosse fraco ou não tivesse a convicção a movê-lo teria desistido. Agora, depois de tantas realizações importantes, administração avaliada entre 70 e 80% de aprovação, etc., seria injusto não poder deixar o governo para prosseguir na trajetória capaz de levá-lo ao Senado.

É claro que Waldez tem opositores, mas fazer o quê? É da política! Eça de Queirós, grande escritor português (1845 – 1900), disse: “Politicos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”. Henry Kissinger, diplomata americano, disse: “Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação”. Alexander Pope, poeta britânico (1688 – 1744) disse: “Um partido político é a loucura de muitos em beneficio de ns poucos”.

Portanto, não sendo Waldez uma invenção  de si mesmo deve ir adiante no caminho que abriu e o levou ao governo do estado. Poderia ter feito mais? Claro que sim., no Amapá quase tudo está por ser feito. Contudo, soube preencher  “vazios”, mérito que o consagrou perante a opinião publica e eleitorado amapaenses. Waldez já é uma inserção nas molduras das mais importantes e bonitas fotografias da historia da construção política do Amapá moderno. 

Diríamos, por exemplo, da sua decisão quanto ao primeiro (maior e melhor) projeto parlamentar do Dep. Dalto Martins –PMDB, anunciado com circunstancias em janeiro de 2003: criar a Faculdade de Medicina do Amapá, e noutra ponta o projeto do Dep. Edinho Duarte, do PMDB de à época, propondo a criação da Universidade Estadual do Amapá.

O governador Waldez poderia virar-lhes as costas – como fez o governador Capiberibe para o projeto de criação da UEAP -  ou criar uma em detrimento de outra ou criar as duas.

Visionário, mas também fiel a princípios “darcyniano” e “brizolino” pela educação no Brasi, mas especialmente  imbuído dos compromissos de fazer o governo com justiça social prometido em campanha, Waldez mandou publicar em Diário Oficial a sanção dos dois espetaculares projetos. Imortalizou-se!

Daqui para diante ainda tem mais pelo menos dois projetos imortalizadores que podem ir para a biografia do governador Waldez Góes: o novo e fantástico projeto do Dep. Dalto Martins criando a Faculdade de Medicina Veterinária do Amapá e o igualmente espetacular projeto do Executivo orçado em cerca de 900 milhões de reais junto à carteira de empréstimos do BNDES com destinação roupagem à infraestrutura urbana das principais cidades do Amapá.       

Muitas outras credenciais de Waldez estão agora na mesa de tomada de decisão, mas essas são suficientes para animá-lo a prosseguir com sua carreira sem interrupções. Pois, é de se perguntar: que dinheiro valeria mais que projetos assim para um povo que não pode mais se deter em sua autodeterminação?

Nem Eça nem Alexander nem Kissinger, o julgamento do jovem governador Waldez está mais para Castro Alves (S’tamos em pleno mar... dois infinitos. Ali se estreitam um abraço insano, azuis, dourados, plácidos,  sublimes... Qual dos dous é o céu? Qual o oceano?.  

Notas: 1-Impressionante os custos da Unimed para a internação neonatal por 4 dias: 9.000,00. É muita eficiência e tecnologia à serviço da vida... ou então!? 2-Conversa vai e vem e nada de maiores e melhores informações sobre a tal invasão no site do governo.. afinal? 3-Fosse eu o governador Waldez, não titubearia: “Waldez governador agora é senador”. 4-Chazinho forte esse do Santo Daime heim?????? Foi liberado pelo governo brasileiro em 1992, pelo mesmo FHC que agora quer porque quer liberar a maconha.    

        

 

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 21h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

16/03/2010


 
 

PUBLICADO NO DIÁRIO DO AMAPÁ - 13 MARÇO 2010

NÃO SEI DE NADA.

Um presidente de um pais democrático, moderno, devidamente inserido no contexto mundial pode muito, mas não tudo. Para inicio de conversa deve pensar antes de falar, especialmente em publico. Não me lembro de bobagens ou grosserias ditas pelo presidente Sarney., difícil, mas pode tê-las dito. Quanto a Fernando Collor, deixa ficar em “duela a quem duela”.     

Fernando Henrique por vezes abriu a caixa de maldades, digo, bobagens, em 1998 disse: “aposentado com menos de 50 anos é vagabundo, locupleta-se de um pais de miseráveis”. Mirou num alvo, mas acertou outro.

Chega-se a era Lula presidente, período absolutista das citações presidenciais, digamos, muito especiais. Dois dias atrás Lula mandou recados ao seu colega Barac Obama dos Estados Unidos e outro aos que andam por aí inaugurando maquetes de obras. Mas Lula foi além do que seria razoável.

Pisoteou o tomateiro inteirinho dizendo: “Eu penso que a greve de fome não pode ser usada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos de São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade!?”. Presidente eleito ele é, mas...

Com essa preciosa declaração Lula acabou abrindo o flanco da sua candidata presidencial Dilma Rousef, sepultando com pás de cal as tantas histórias de luta com grife da greve de fome contra a ultima ditadura militar. Coisa de presos políticos.

Quanto a Rousef fica a duvida sobre seu próprio “credo” sobre greve de fome de presos políticos atuais ou futuros – ela é parte da luta pela redemocratização do país – já que até agora não tugiu nem mugiu contra a fala do presidente Lula sobre a desídia do “companheiro” Zapata.

Quanto a historia da redemocratização do Brasil, com sua declaração Lula soterrou o Movimento Feminino pela Anistia de 1975; o Manifesto por Liberdades Democráticas em 1976, da SBPC; a Carta aos Brasileiros – Largo São Francisco/SP, 1977; o Movimento pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, em 1978; a greve de fome nacional – que durou um mês (22/07 à 22/08/78), greve de fome essa que acabou apressando a votação do Projeto de Anistia no Congresso Nacional, um ano depois, em 28/09/1979.

Esse “tomateiro” todo (e mais alguns gramados e Brasília) foi agora pisoteado por Lula, justamente ele que em 1982- apenas três anos após a memorável greve de fome do Nelsinho Rodrigues e mais treze companheiros – já era candidato a presidência do novo Brasil.

Realmente, sobre declaração tão infeliz do presidente, sintetiza bem o fato a fala do Dr. Ophir, Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB (sempre ela nesses momentos): “A comparação é despropositada, pois tenta banalizar u recurso extremo que é, ao mesmo tempo um símbolo de resistência a um regime autoritário que não admite contestações”.  

É isso aí e muito mais, já que tivemos no Brasil nossos muitos e valentes Orlando Zapata. Pena, portanto, que o presidente Lula tenha banalizado suas memórias e defesa de uma Cuba hoje muito mais atrasada que ontem. Em sendo Lula como é, o cara, poderia ajudar mais o povo da ilha dos castros.     

Notas: ¹-Metas para a Educação em 2010 no Brasil: analfabetismo 4%, repetência 10,7%, matriculas no ensino superior 30%. Onde estamos: analfabetismo 10%, repetência 13%, matriculas no ensino superior 13,7%. Numeros dos países desenvolvidos, respectivamente: 4%, 3%, 39%. ²-Nessa semana estive lembrando o bravo e austero Dr. Edmundo Moura, advogado, com o qual trabalhei na LBA. Ele no Setor Juridico eu no de Educação para o Trabalho. Grande homem. ³-Promotores, os próprios, deviam ir mais a bancos., especialmente BB e Bradesco. Há leis a serem cumpridas... ou avacalhadas de vez. 4-E a calçada pela FAB em frente à Seinf...pode?

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 21h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

02/03/2010


 
 

PUBLICADO - DIARI0 DO AMAPA - 26 FEV 2010

MELHOR PROCURAR UM MEDICO.

 

 

Tempo atrás aparecia na televisão um marketeiro vendendo tudo que o lucro fácil mandava vender, usava um bordão carregado no sotaque argentino: “ligue já” (d’iá).

Profissional competente que era, vendia muitas coisas sobre as quais o direito difuso bota cobro. Lembro-o depois de tanto tempo por causa das dezenas de médicos especialistas que ocupam a televisão nacional diariamente, todos parecendo muito preocupados com a nossa saúde. Normal!

O momento atual e dos dermatologistas, diante do índice 14 de radiação solar em pelo menos quinze das vinte e sete capitais brasileiras. Recomendam procura-los ante quaisquer queimaduras, manchas fortes na pele, coceira constante, pintinhas crescentes. Até para saber qual protetor usar durante o dia na conformidade do índice e do comprimento de ondas dos raios solares.

Os médicos cirurgiões plásticos também são incansáveis nas recomendações para com as pessoas que vão se submeter a cirurgia ou tratamentos estéticos invasivos: cuidado com charlatões, vigaristas em geral, evitar clinicas de ma aparência, etc.

Agora mesmo assistimos médicos cirurgiões neuro-cerebrais explicando o mal súbito eu atingiu o técnico de futebol do São Paulo, acometido que foi em pleno trabalho. Os doutores recomendavam procura-los a qualquer dor súbita, fumigamentos, cãibras seguidos de turvamento da vista, vômito, tontura, coisas assim. Eles sabem o que falam!  

Do lado de cá  do balcão poucos ao os que duvidam do acerto e da sinceridade dos médicos que se expõem na mídia para ajuda a população a ampliar a noção de prevenção. Mas,,,

Dizem isso como se em cada bairro de cada cidade existisse um posto m edico com médicos e franquia, onde entrar, se consultar, realizar os exames solicitados, acessar medicamentos e retomar a rotina.

A triste realidade da assistência técnica no Brasil vai do trabalhador que tem o medico e não o tempo para consultas ao trabalhador que, anualmente tem uma única oportunidade de ver médico em sua comunidade. Em meio a essa realidade nacional, de um lado estão os milionários planos de saúde e de outro as pessoas que entram numa fila quatro horas da madrugada a espera de atendimento medico lá pelas as dez da manha.

Conseguindo o atendimento, muito comum é “descobrir” que o doutor que atendeu não tinha tempo para ouvi-lo ou que o fumigamento na sola dos pés que o levou para a fila foi prognosticado por um medico ....pediatra.

Notas: 1-A excelência dos serviços prestados pelo Superfacil acaba de ser entregue aos ribeirinhos... a cidadania será entregue na porta. Quase não sobra nada para contestar. 2-A Prefeitura de Macapá prossegue com qualidade e eficiencia no que faz. Terminou o verão entrou o inverno e a cidade continua bem. 3-E ninguém me responde o papelório que enviei ao Prefeito sobre o caso do guinchamento e dos pagamentos que tive que fazer por conta do meu ex Stilo! Nem que dure quatro anos...   

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 20h16
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/02/2010


 
 

20 FEV - 2010 - DIÁRIO DO AMAPÁ

CARNAVAL IDEAL.

Publicado em 20 de FEV 2010 (DIÁRIO DO AMAPÁ)

O carnaval amapaense avançou bastante para alcançar o nível que tem agora, portanto o acerto dessa afirmação, se houver, desautoriza desqualificar a utopia do carnaval que convencionamos identificar como “da era sambódromo”. Aliás, ninguém deve fazer isso, mesmo alguém que reúna conhecimentos para fazê-lo. Não cabe, sequer, recorrer à expressão “pé no chão” no intuito de dizer que ainda é cedo para sonhar com o carnaval ideal. E também não se o intuito for dizer que temos que aprender a aceitar o carnaval como ele tem sido em Macapá na raia das escolas do grupo especial. Melhorar sempre!

O que tem sido muito ruim nesse carnaval é o momento da escolha dos ganhadores e não ganhadores. Invariavelmente o pau quebra em cima de jurados e presidente da liga – Boêmios do Laguinho e Piratão sempre vão além de cão e gato.

Contudo, o senso razoável de justiça indica ao contribuinte que mesmo considerando os questionamentos quase os mesmos a cada ano sobre se o dinheiro público deve ou não irrigar o carnaval, quanto foi ou deveria ter sido entregue a cada escola, quem e quando se prestará conta disso, etc., certo mesmo é que há mais o que elogiar do que criticar.

De maneira geral as escolas de samba, a liga, os governos estadual e municipais, e os colaboradores privados têm acertado mais que errado. Perifericamente o que ainda incomoda é que ninguém é independente quando precisa de apoio financeiro público.

O carnaval no Amapá ainda tem essa amarra, uma das razoes pelas quais essa briga por classificação final no ranking das campeãs pesa sobremaneira, e aí sim atinge a utopia do carnaval local, a começar por solapar o ânimo dos governantes e investidores que põem o dinheiro básico na organização das escolas e na estruturação do carnaval.

O povo, por sua vez, deixa de ser um só perante o resultado esperado na apuração do carnaval. Aos milhares, pessoas do povo torcem por uma das escolas, há quem brigue pela sua como se dela dependesse para tocar adiante sua vida.

Aí está o xis da questão, pois que, fundamentando-se na briga certa que virá no fim dos desfiles se negam as pessoas do carnaval a uma discussão mais racional e necessária sobre o carnaval possível no Amapá, a cada ano.

Ou seja, quem organiza e quem executa o carnaval deve “brigar” antes dos desfiles das escolas. E “brigando” devem mostrar capacidade critica na abordagem de assuntos que ainda não entraram na planilha de contribuição para o carnaval.

Se não há dinheiro ou prioridade para terminar o sambódromo – investimentos nas áreas de concentração, dispersão, estacionamento, mais arquibancadas, banheiros dignos em todos os espaços “vivos” do desfile... – que haja racionalidade suficiente para dosar as passadas em direção ao carnaval ideal.

Uma boa sinalização dessa estrada a seguir sem parar, mas olhando de vez em quando para trás, mostra claramente que boa parte dos fazedores de carnaval no Amapá –mesmo os que vêm de Santana- são pessoas de larga convivência, amigos, companheiros, colegas de longos anos e de mesma história. Não se devia perder esse patrimônio.

Admitindo o carnaval como uma boa utopia, uma paixão, uma escolha, um prazer, um apego, como realmente o é no Brasil, mais fácil entendê-lo como algo que exige em si mesmo a rivalidade para se tornar maior a cada ano. Mas rivalidade só dentro da pista de desfile, fora dela a selvageria (já houve quem pretendeu incendiar a casa de uma jurada) pode atrasar esse dia tão esperado de, em fim, vermos o carnaval ideal como realidade plena no Amapá.     

Notas: ¹-A quem interessar possa: foi entregue em minha casa, quarta-feira, nova multa da EMTU, nos seguintes termos- documento nº 991000399448426, valor: 191,54; agente-023; falta gravíssima; descrição: ESTACIONAR PISTA DE ROLAMENTO VIA DOTADA DE ACOSTAMENTO; data de emissão: 02/02/2010. ²-A quem interessar possa- é repetição da multa indevida que me foi imputada em 11/12/2009. ³-Daqui a pouco chegará outra? 4-Haveria quem defendesse o contribuinte de tamanha voracidade?        

Categoria: Artigos
Escrito por César Bernardo de Souza às 22h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, AMAPA, MACAPA, JARDIM MARCO ZERO, Homem, Arte e cultura, Viagens
Outro -

Histórico